Comunidade do Utinga celebra resultado das oficinas da Fundação Cultural do Pará

“Quando cheguei para morar aqui, não tinha iluminação pública e nem água, e era tanta criança na rua que isso me preocupava. Hoje, com as oficinas da FCP e a chegada dessa ação do governo, tudo melhorou por aqui”, comemora dona Marluce Silva dos Santos, 49 anos, há doze residindo na passagem Arara, do bairro do Curió-Utinga, em Belém. Com a oficina de técnica de pintura em mural, dona Marluce ainda ganhou uma casa ‘estilosa’. A residência se integrou a um verdadeiro painel multicolorido, resultado da atividade desenvolvida na passagem Arara. “Eu pedi para pintarem minha casa e gostei muito do trabalho que foi feito”, conclui. Ao todo mais de 70 pessoas da comunidade do entorno do Parque do Utinga foram beneficiadas com as oficinas de música, teatro, desenho e pintura. E neste domingo, dia 3, o público em geral poderá conferir uma mostra com o resultado de todas essas oficinas durante a inauguração do Parque. O ator e professor, Joelson Souza ministra há dois meses uma oficina de teatro que reúne mais de 20 pessoas, entre crianças e adolescentes, com idade a partir de sete anos. Segundo ele, a experiência tem sido muito gratificante. “Aqui acontece uma grande troca de experiência, amor e alegria. Com certeza eu aprendo muito com essas crianças. Algumas delas, como o Alex, a Inara e o Fabrício, eu já considero como filhos”, comenta o instrutor. O pequeno Alex Caio Ribeiro tem apenas sete anos, mas se determinou a aprender um ofício e assim o fez. Com a curiosidade e imaginação próprias de um menino, ele logo se identificou com a arte circense e aprendeu várias técnicas que lhe trouxeram ainda mais desenvoltura. “Eu aprendi a plantar bananeira, fazer estrela e me equilibrar nas acrobacias junto com meus amigos”. Comunidade – Lenne Araújo, líder da comunidade e moradora do Curió-Utinga há dez anos, conta que com o apoio do governo do Estado foi possível beneficiar os moradores e, principalmente, as crianças que vivem da área. “Essas oficinas foram excelentes para a comunidade, principalmente para a criançada. Hoje, por meio das oficinas de música e de teatro, elas estão aprendendo a abrir a mente para algo novo, que não fazia parte da realidade delas”, pontua.
Agência Pará de Notícias

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