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O centro comercial e histórico de Belém deve ganhar uma revitalização a partir do mês de junho. A ideia é movimentar a área do comércio com projetos artísticos, culturais e infantis para atrair consumidor e melhorar o movimento nas lojas. “Nós temos propostas, principalmente do terceiro setor, que trabalha com arte, artesanato, para que façamos um melhor aproveitamento da área comercial”, revelou o presidente do Sindicato do Comercio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), Joy Colares. “Com esse projeto, a ideia é atrair o consumidor ao centro comercial”, disse o empresário.
Mas, o maior desafio do Sindilojas é o financeiro. A intenção é dividir o projeto de revitalização em ações a serem implementadas separadamente. O projeto prevê, entre outras coisas, a implantação de pontos de táxis, estacionamentos e áreas de carga e descarga. Tudo elaborado em parceria com técnicos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará.
A prefeitura de Belém também se mostrou disposta a reforçar a economia com alguns projetos para a área comercial, como o shopping popular, criação de galerias, entre outros. O prefeito Zenaldo Coutinho já reconheceu que o comércio é destacadamente o mais importante setor da capital. “Queremos garantir o reordenamento do centro histórico e promover o funcionamento de galerias no centro comercial”, disse Zenaldo, referindo-se ao projeto da PMB no comércio da cidade, onde já foram adquiridos imóveis para a construção de novos espaços para os comerciantes.

Rua João Alfredo e seus belos casarõesRua João Alfredo no início do Século XX

Planejamento

Desde 2015, diversas entidades representativas do setor produtivo paraense se reúnem para elaborar projetos que considerem todos os graves problemas estruturais, econômicos e sociais pelos quais o centro comercial passa. Entre as proposições, estão ainda, a realocação dos ambulantes, liberação de vias, revitalização dos prédios históricos, reforma das calçadas, criação de atrativos como praças e apresentações culturais para atrair a população. Cerca de 50 mil pessoas circulam pelo centro diariamente.

Problemas

O centro comercial é constantemente atingido por incêndios que destroem casarões históricos. Outro problema são os assaltos. O sistema de segurança pública informou que já reduziu em mais de 50% os casos de furtos e roubos na área do centro comercial de Belém. O resultado é fruto de diversas operações que são realizadas em datas festivas.
A redução variou entre 54% e 58% nas áreas de comércio nos bairros do Reduto, Campina, Umarizal, Batista Campos, Castanheira e Parque Verde, em comparação ao ano passado, no período de 15 a 23 de dezembro, por exemplo. O presidente do Sindilojas, Joy Colares, frisa que o objetivo principal das operações não é resguardar o patrimônio do lojista, mas a segurança da população. “Queremos que as pessoas que vão às compras e os funcionários que deixam o local de trabalho em horário superior aos normais se sintam seguros. Mais importante que os números que indicam essa redução é segurança dada pela presença efetiva da polícia na rua”, declara.Sonho antigo, Shopping Center Joao Alfredo

Sindilojas

Fundado em agosto de 1933, como Associação dos Lojistas de Belém, participaram de sua fundação as maiores e mais tradicionais empresas do ramo e posteriormente em setembro de 1949 foi transformada em Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belém. O Sindilojas conta com um posto avançado de certificação digital, com intuito de facilitar a atividade do lojista e naturalmente do seu contador que terá a função de orientá-lo.
Segundo Joy Colares, o Sindilojas tem prestado relevante serviço ao setor varejista na capital. “As lojas prestam um serviço essencial para a população, oferecendo aquilo que ela necessita. Então, nosso papel é colocar à disposição das pessoas esses produtos, sempre evoluindo e trabalhando maneira satisfatória”, disse o empresário.

Fotos: Alessandra Serrão – NIDComus, Divulgação, João Gomes / COMUS
(*) Publicado originalmente na edição 171 da Revista Pará+.

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