Biomas brasileiros – cultivar e cuidar

Objetivo Geral da Campanha da Fraternidade 2017: Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho

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O primeiro relato da criação é realizado em sete dias (Gn 1,1-2,4a). Cada um dos seis primeiros dias Deus vai criando um elemento da natureza (Gn 1,3-24). O sétimo dia é descanso divino.  O segundo relato destaca Deus providenciando a chuva e para a fecundação da terra, cria o homem e o coloca como guardião. A criação é obra prima das mãos de Deus (Salmo 8).

O Papa Francisco na encíclica Laudato Si’ explica que “cultivar” quer dizer proteger, cuidar, preservar, velar. Implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. A criação pertence a Deus  (Sl 24; Lv 25,23). O homem, que é imagem e semelhança de Deus, recebeu a vocação de cuidar e guardar com atenção dos seres que dela fazem parte.

Paulo VI iniciou a reflexão do magistério sobre ecologia em Octogesima Adveniens (AO 21). João Paulo II, na encíclica Centesimus Annus, pede atenção à preservação dos habitat naturais das diversas espécies animais ameaçadas de extinção deve ir de mãos dadas com o respeito pela estrutura natural e moral, da qual o homem foi dotado. Bento XVI apresenta a preocupação com ecologia humana e social. Em Caritas in Veritate recordou a urgência de uma solidariedade que leve a uma redistribuição mundial dos recursos energéticos, de modo que os próprios países desprovidos possam ter acesso a eles. Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium afirma: Nós, seres humanos, não somos meramente beneficiários, mas guardiões das outras criaturas. Ele escreveu a primeira encíclica ecológica: Laudato Si’ que pede uma ecologia integral para vida do planeta (LS, 64; 222), dirigida para toda a humanidade.

Superar a ideia da Amazônia como terra a ser explorada. É preciso igualmente fortalecer as cooperativas, baseadas no agro-extrativismo que gera renda para muitas famílias. Fortalecer as políticas públicas por saneamento básico e transporte público de qualidade.

A Caatinga é um bioma frágil. Melhorar o esgotamento sanitário. Ampliar o uso de cisternas para captação das águas da chuva e desenvolver a captação da energia solar e uso da energia eólica.

No Cerrado fortalecer a agricultura familiar e a preservação e recuperação das frutas e das ervas medicinais. Reforçar a campanha: Cerrado, berço das águas: sem Cerrado, sem água, sem vida. Exigir controle mais rígido sobre o licenciamento de novos projetos de irrigação.

Na Mata Atlântica exigir a recuperação das áreas degradadas do bioma, como as matas ciliares e nascentes. Pedir que as políticas de saneamento básico sejam implantadas em toda a área urbanizada e rural do bioma. Cuidar das nascentes e dos rios. Denunciar os projetos econômicos imobiliários em áreas de Preservação Permanente (APP). Incentivar o consumo de produtos agroecológicos e sustentáveis da Economia Solidária.

Propor novos métodos de produção das áreas ocupadas pelo agronegócio através da recomposição da vegetação original e de cultivo agroecológico. Motivar a recuperação das fontes de água potável, rios, lagoas e banhados através de políticas de despoluição, replantio das matas ciliares e redefinição de seu uso. Exigir políticas públicas para o controle de exploração e comercialização da água, com incentivo ao controle social.

 

 

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