Banco da Amazônia disponibiliza R$ 1,5 bilhão para investimentos no Pará em 2016

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Semede), e o Banco da Amazônia assinaram um protocolo de intenções para alinhar ações de fomento no Pará. O banco vai disponibilizar R$1,5 bilhão em recursos para serem aplicados em diversos setores da economia que estejam alinhadas ao plano de desenvolvimento articulado pelo governo estadual. O protocolo foi assinado na manhã desta terça-feira, 29, no Palácio do Governo. FOTO: ANTONIO SILVA / AG. PARÁ DATA: 29.03.2016 BELÉM - PARÁ
Durante a assinatura do protocolo no Palácio do Governo

O governo deve promover ações coordenadas para impulsionar o desenvolvimento econômico e social

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), e o Banco da Amazônia assinaram um protocolo de intenções para alinhar ações de fomento no Pará. O banco vai disponibilizar R$ 1,5 bilhão em recursos para serem aplicados em diversos setores da economia que estejam alinhados ao plano de desenvolvimento articulado pelo governo estadual. No protocolo de intenções, assinado neste mês de março, as instituições se comprometem promover ações coordenadas, integradas e cooperadas para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do estado do Pará, alinhando resultados prospectados ao Plano de Recursos do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e ao Plano de Aplicação de Recursos Financeiros do Estado, em 2016.

A ideia é a de que haja um trabalho conjunto visando à estruturação e o fortalecimento dos aglomerados econômicos, arranjos produtivos locais e as cadeias produtivas do Estado, para criar iniciativas que reduzam as desigualdades locais. A parceria também objetiva a promoção da cultura do empreendedorismo consciente, estimulando e apoiando a adoção de melhores práticas produtivas sustentáveis, por meio de negócios que gerem a distribuição de renda, criem oportunidades de trabalho e emprego e promovam a inclusão social.

Segundo o governador Simão Jatene, a iniciativa de aplicar recursos de forma articulada é uma ferramenta importante para alcançar melhores resultados no desenvolvimento do estado. “O investimento por si só já traria algum retorno, mas se ele é feito de forma integrada ele gera resultados adicionais que terminam potencializando o investimento inicial e é exatamente isso que a gente quer”, ressalta.

Ainda segundo o governador, esse protocolo pretende criar sinergia para que os investimentos se façam de forma mais orgânica e integrada. “Quanto mais o investimento estiver articulado entre os vários atores, melhor resultado ele traz para a sociedade”, reiterou Jatene, que acredita que a única forma de se enfrentar a pobreza e a desigualdade é através de investimento.

O presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves Melo, ressaltou que o banco tem a identidade muito ligada ao Pará, que é o estado com maior volume de crédito aplicado pela instituição financeira. “Temos 43 agências e mais de 71% do crédito de fomento da região, além de mais de R$ 1,4 bilhão aplicado exclusivamente na agricultura familiar, que é o nosso maior desafio de fortalecimento da cadeia produtiva”, avaliou Melo.

O presidente do Banco da Amazônia parabenizou a prospecção feita pelo Estado para o desenvolvimento econômico da região nos próximos 15 anos, o Plano Pará 2030, e disse que ele será a bússola para os trabalhos desenvolvidos pela instituição financeira. “É uma iniciativa extremamente importante para que você pense o estado a longo prazo. Que ele não seja apenas um plano de governo, mas um plano de Estado”, reiterou Marivaldo Melo.

O recurso disponibilizado pelo Banco da Amazônia é para ser aplicado no Pará ainda este ano. Do total de investimentos, R$ 1 bilhão é proveniente do FNO e R$ 507 milhões da carteira comercial do banco. Dos recursos do FNO, R$ 287,6 milhões vão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 200,7 milhões para as micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, e R$ 79 milhões para o Programa de Agricultura de Baixo Carbono que foi lançado em 2015 e é destinado a projetos agropecuários e florestais para redução da emissão de gases de efeito estufa na região.

Termo aditivo

Governo do Pará e Banco da Amazônia também assinaram o termo aditivo que prorroga, por mais um ano, a vigência do termo de cooperação técnica que dinamiza o acesso a recursos direcionados para investimentos em projetos turísticos nas rotas turísticas implementadas no Pará através da Secretaria Estadual de Turismo (Setur). Ainda foi assinado um convênio com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), para a execução de um programa de assistência técnica aos empreendimentos financiados com os recursos do FNO e outros empreendimentos operacionalizados pelo próprio banco no Pará.

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Semede), e o Banco da Amazônia assinaram um protocolo de intenções para alinhar ações de fomento no Pará. Na foto, o governador Simão Jatene e o Presidente do banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves Melo durante assinatura. FOTO: ANTONIO SILVA / AG. PARÁ DATA: 29.03.2016 BELÉM - PARÁ
Governador Simão Jatene e o presidente do banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves Melo durante assinatura

Regiões

Segundo o Plano de Aplicação de Recursos Financeiros 2016, há investimentos previstos para todas as mesorregiões do Estado. No Baixo Amazonas, por exemplo, na microrregião de Santarém, os esforços serão para o desenvolvimento da piscicultura e da cadeira produtiva da mandioca. No Marajó, em Soure, haverá investimentos na cadeia de frutas regionais, como o açaí, na aquicultura, bubalinocultura de corte e leite e ovino-caprinocultura. Já na mesorregião Sudeste, os recursos serão destinados na microrregião de Marabá para potencializar o reflorestamento, a pecuária de corte e o setor de mineração.

O Governo contribuirá por meio de investimentos no agronegócio, para promover a inserção da produção familiar nos mercados, bem como os setores industriais e de serviços, a partir da expansão de atividades de maior demanda de mão de obra. Dentro desse processo, a intenção é promover ainda mais a geração de emprego e renda, assim como garantir e disponibilizar os serviços de assistência técnica e extensão rural do Estado, além de oferecer recursos financeiros para melhorar a expansão da infraestrutura econômica básica em áreas prioritárias.

Nos últimos cinco anos, o Banco da Amazônia aplicou no Estado do Pará R$ 6,4 bilhões em créditos de fomento, com destaque para R$ 1,3 bilhão destinados à agricultura familiar, R$ 1,5 bilhão para as atividades agropecuárias, R$ 244,5 milhões para atividades florestais, R$ 1,8 bilhão para o desenvolvimento do comércio e do setor de serviços e R$ 916,4 milhões em apoio às micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais.

Ao longo desse período, a instituição tem participado de grandes projetos no Estado, como a construção do aeroporto de Santarém, a construção das eclusas de Tucuruí, o terminal hidroviário de Monte Alegre, o porto de Vila do Conde, em Barcarena, e a construção e pavimentação de trechos da BR-163.

Os recursos do Banco da Amazônia trazem benefícios socioeconômicos para o Estado do Pará. Considerando apenas o valor contratado em 2015, estima-se um impacto de R$ 7,09 bilhões sobre tudo que foi gerado de riqueza no Estado, ou seja, no valor bruto da produção (VBP). Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual, espera-se um impacto de R$ 4,59 bilhões. Os tributos gerados a partir das operações realizadas chegariam a R$ 948 milhões, além da geração de mais de 184 mil empregos e R$ 1,06 bilhão em salários.

Segundo dados do Banco Central, a participação do Banco da Amazônia no crédito de fomento, no Pará, é de 71 %, e as 43 agências da instituição representam 12,18% de toda a rede de agências do Estado. O atendimento do banco cobre 100% dos municípios. Os recursos investidos serviram para potencializar as atividades realizadas por microempreendedores individuais, além de mini, micros, pequenas, médias e grandes empresas locais.

Fotos: Antonio Silva / Ag. Pará

(*) Publicado originalmente na edição 170 da Revista Pará+.

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