150 Anos Museu Goeldi

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A Amazônia como objeto de estudo

Às vésperas de completar 150 anos, Museu Goeldi se fortalece para continuar desempenhando o papel de protagonista na produção científica sobre a região.
Em 2016, uma das mais antigas e importantes instituições de pesquisa de todo o país completa 150 anos de existência. O Museu Paraense Emílio Goeldi foi fundado em 1865, com o nome de Associação Philomática, rebatizado de Museu Paraense, em 1871, até chegar ao nome definitivo que carrega até hoje, em homenagem a um de seus diretores, o suíço Emílio Goeldi, um dos principais responsáveis por transformar o museu em uma das mais importantes e reconhecidas instituições de pesquisa científica sobre a Amazônia.

Durante a gestão Goeldi, o Museu ganhou respeito internacional, sendo desenvolvidas pesquisas geográficas, geológicas, climatológicas, agrícolas, faunísticas, florísticas, arqueológicas, etnológicas e museológicas. O papel educacional do museu foi reforçado com o Parque Zoobotânico, publicações, conferências e exposições. Em 1907, após 13 anos de atividades incessantes em Belém, Emílio Goeldi retirou-se, doente, para a Suíça, aonde veio a falecer em 1917 e seu conterrâneo, o botânico Jacques Huber, assumiu a direção do Museu Goeldi, juntamente com o amigo marinheiro Nabor da Gama Junior.

Atualmente, o Museu possui três bases físicas. A mais antiga foi instalada em 1895 numa área de 5,2 ha, atualmente conhecida como Parque Zoobotânico. Localizado no centro urbano de Belém, nele se encontram a Diretoria, as Coordenações de Administração e Museologia, a Assessoria de Comunicação Social e a Editora do Museu. O Parque é, atualmente, uma das principais áreas de lazer da população de Belém, além de ser utilizado como instrumento de educação ambiental e científica.

Em 1980, inaugurou-se, nas imediações da cidade, um Campus de Pesquisa com 12 ha, para onde foram transferidas as coordenações científicas, a Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna, o Arquivo Guilherme de La Penha, o Horto Botânico Jacques Huber e vários laboratórios institucionais.

A mais recente base física, a Estação Científica Ferreira Penna (ECFP), foi em 1993, em 33.000 ha da Floresta Nacional de Caxiuanã, município de Melgaço, a aproximadamente 400 km de Belém. A área foi cedida pelo IBAMA. A Estação destina-se à execução de programas de pesquisa e ações de desenvolvimento comunitário nas diversas áreas do conhecimento.

Pavilhão Domingos S. Ferreira Penna - Rocinha
Pavilhão Domingos S. Ferreira Penna – Rocinha

Aproveitando esse importante marco, o Museu lançou, em 2015, um grande plano de reestruturação, em parceria com o Instituto Peabiru e que conta com o apoio do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) e outras instituições. Batizado de ProGoeldi, o programa prevê uma série de ações, que vão desde captação de recursos, lançamentos de publicações, adoção de patronos até a reforma do Parque Zoobotânico. “O Peabiru nos ajudou a montar um plano sólido de reestruturação, que permitirá ao Museu chegar aos seus 150 anos com projetos cada vez melhores para inaugurada a população”, explica o diretor do Goeldi, Nilson Gabas Júnior.

De acordo com o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior, o apoio do setor produtivo visa garantir a excelência da atuação de uma das mais importantes instituições que o Pará tem. “O Instituto Peabiru e a Fiepa se uniram para viabilizar ações para os 150 anos do Museu e o presidente da Fiepa, José Conrado, nos honrou com um convite para ser representante do setor

mineral nessa comissão. Tem vários projetos que a comissão já lançou e nosso objetivo é ajudar nesta bela festa, pois o Museu é uma referência não só pelo Parque como pelas pesquisas. Estamos juntos na capitação dos recursos e em toda a organização”.

Nesta primeira fase, o foco dos investimentos será o Parque Zoobotânico. Entre as ações previstas estão uma exposição temporária sobre os principais minérios que compõem o patrimônio mineral do Pará, a abertura e manutenção do aquário do Museu e a instalação de um recinto do pirarucu.

Além do investimento de empresas e patronos, a campanha prevê uma ação de crowdfunding online, para que todas as pessoas possam doar, além da participação em editais, para captação de recursos. Também fará parte das ações a criação de uma fundação, para gerir esses recursos e continuar captando outros após a finalização do atual planejamento.

Para o presidente do Instituto Peabiru, João Meirelles Filho, a expectativa é que após o fim da execução do planejamento, o Museu continue crescendo e se estruturando cada vez mais. “As parcerias entre instituições públicas, o setor privado e a sociedade são uma das melhores formas de se possibilitar o desenvolvimento desejado. Tenho certeza que nas comemorações pelos 150 anos do Museu, ele estará mais fortalecido e pronto para continuar crescendo e prestando esse serviço tão essencial à sociedade paraense e para todo o país, como uma grande instituição produtora de conhecimento que é”, reforça.

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