10 dicas para escolher um bom candidato

Conheça as características que não podem ser ignoradas pelo eleitor na hora de definir o voto

Faltando poucos dias para as eleições, os candidatos passam a ser vistos com mais frequência em eventos e locais públicos, como quermesses e parques, prometendo mudanças de gestão e apontando supostas soluções para os problemas da cidade.

Mas sempre fica a dúvida: como escolher um bom candidato? Especialistas listam uma série de questões que deve ser respondida antes de o eleitor definir o voto.

Para ajudá-lo na importante decisão, A Cidade traz para dez dicas para ajudar na escolha de seus representantes.

Os critérios apontados pelos especialistas vão desde a análise do histórico do candidato até as promessas que começam a ser feitas. “Tem muita gente que promete mundos e fundos sem ter competência para cumprir se eleito. Vereador não constrói nada. É fundamental que o eleitor conheça as atribuições do cargo de prefeito e de vereador para não cair em conversa furada”, orienta o cientista político Fábio Pacano.

Apesar de afirmar que não é essencial, Pacano defende que a escolaridade pode, sim, ajudar no desemprenho do agente público.

Por outro lado, questões como idade e estado civil ficaram no passado, de acordo com o advogado especialista em direito eleitoral Gustavo Bugalho. “Atualmente, o que tem mais importância é o preparo do candidato e seu histórico.”

Para Bugalho, ser de família tradicional na política não garante eleição e não desabona o postulante.

“Deve ser observado, no entanto, se o candidato é preparado e tem gosto pela política ou se foi construído visando a perpetuação no poder. O coronelismo acabou há muitos anos”, alerta.

O advogado também orienta o eleitor a fazer uma pesquisa sobre o passado do candidato.

“São poucos os políticos que se enquadram na Lei da Ficha Limpa. Acho importante ir além, não se limitar a condenações, ver se o postulante responde a processos e inquéritos”, afirma.

Confira as dicas:

1 – Analise o histórico do candidato independente de ser novato ou veterano na política. Se já é político, qual sua trajetória pública? Age com coerência? Se é novato, já fez trabalhos pela comunidade? Em que causa atua? Como ou pelo o que é conhecido?

2 – Honestidade é fundamental. Se o candidato é ficha suja, pense duas vezes! Para alguns especialistas, o eleitor deve por na balança até mesmo processos e inquéritos.

3 – Experiência é importante, mas não é tudo, segundo especialistas. Eles garantem que a “boa experiência” deve ser com as pessoas e não necessariamente com cargos políticos.

4 – Pense nas necessidades da sua cidade e da sua comunidade. Traçada essa demanda, analise qual candidato tem um discurso mais alinhado (e coerente) com seus anseios.

5 – Pense na diferença entre ousadia e exagero. Candidatos que fazem promessas mirabolantes são visionários ou falsários. Os visionários conseguem lançar ideias que podem mudar radicalmente as cidades, já os falsários querem apenas o cargo político.

6 – Avalie o plano de governo de cada um dos candidatos – apesar da semelhança da maioria. Segundo especialistas, seja para presidente da República ou síndico de prédio é preciso que o representante público tenha um planejamento, saiba o que vai fazer.

7 – Fuja de promessas individuais. O candidato que promete favores e vantagens pessoais é certamente alguém que usará o dinheiro público de forma imprópria, se for eleito.

8 – Conheça o partido do candidato. É preciso identificar a que grupo o pertence ou se não pula de galho em galho. Políticos tendem a conchavos para tomar as decisões.

9 – Saiba diferenciar. Boa pessoa ou bom profissional não é necessariamente um bom politico. É preciso estar atento a esta percepção: vocação para administrar ou fiscalizar.

10 – Especialistas alertam: não transforme seu voto em piada. Vote com consciência, mesmo que nenhum dos candidatos preencha de forma integral as suas exigências.

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