10 ANOS

A Praça da Bandeira foi o local escolhido para o encerramento da décima edição do projeto “Direito de Ser Criança e Adolescente”, realizado pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec), para discutir, orientar e sensibilizar a sociedade para combater a violência sexual de crianças e adolescentes através de ações socioeducativas realizadas nas unidades municipais de educação durante todo o ano e intensificadas no mês de maio.

Dados apresentados pela Plataforma do Comitê Nacional do Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes, mostram que 66% dos casos de abuso sexual acontecem no ambiente familiar. “Agregamos todos os pais dos estudantes da rede nesta corrente de proteção da criança e do adolescente para que além da prevenção, o ato da denúncia seja concretizado”, destacou Célia Pena, coordenadora da Educação Infantil da Semec, que orientou o público sobre as formas de identificar indícios de abuso.

Com o filho no colo, o frentista Rilton Ferreira, ouviu atentamente as explicações, fundamentais, segundo ele, para que fique mais atento em relação ao tema. “A partir de hoje vou dar uma atenção a mais para o Renan e também orientá-lo sobre qualquer tipo de violência. Assim, desde cedo, ele saberá se expressar e também se defender”, afirmou.

O evento também chamou a atenção daqueles que seguiam para o trabalho, como a nutricionista Renata Porto, 25, que parou para prestigiar a apresentação das crianças. “Eu confesso que não saberia que ontem foi o dia do enfrentamento à violência contra a criança e adolescente se não passasse pela praça. Estou encantada de como as crianças e os pais se envolvem juntos na defesa pelos direitos que nossos pequeninos tem. Quando vi tantas crianças logo parei, pois tenho um filho pequeno, e o que foi discutido aqui é de muita relevância para que saibamos dos direitos que nossos filhos têm”.

Este ano, o símbolo do projeto foi o “Pote dos Direitos”, confeccionados nas escolas e expostos durante a programação desta sexta-feira. Em cada um foram guardados os direitos das crianças, à família, moradia, alimentação, educação, saúde, respeito e paz. As ações do projeto envolvem tanto educadores e estudantes quanto pais e comunidade em geral. Em cada edição, o número de participantes no “Direito de Ser” aumenta. No ano em que foi lançado participavam apenas cinco unidades de educação, envolvendo cerca de 350 crianças e familiares. Hoje, com a ampliação, o projeto integra 57 Unidades de Educação Infantil (UEI’s) e seis escolas de ensino fundamental, totalizando cerca de 25 mil estudantes e pais.

“A veracidade dos casos de abuso contra crianças e adolescentes ainda é preocupante, daí vem a necessidade de expandir o projeto para o número máximo de pessoas”, afirma a coordenadora, Célia Pena. “Ainda que apresentemos o total de 50 mil pessoas mobilizadas com as nossas ações, o interesse é de continuar ampliando o projeto”, garantiu.

Denúncia – Qualquer pessoa pode denunciar casos de violação dos direitos da criança e adolescente pelo disque 100. A chamada pode ser feita todos os dias, no horário de 8h às 22h.

Texto: Natasha Albarado
Foto: Alessandra Serrão – NID/Comus
Coordenadoria de Comunicação Social (COMUS)

Agência Belém de Notícias – Destaques

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